11/01/2010

Cultura kitsch


Mais nada. Estender a mantinha e dormir. Estender a mantinha e ler. Estender a mantinha e pegar nesta fabulosa caixa que encontrei na Zara Home (há mais, com actividades diferentes), um verdadeiro mimo para quem gosta:
do kitsch
de patchwork
de caixas com toque oriental
de partilhar actividades com os filhos...
O que está dentro inclui exactamente o que se vê na tampa, um must. Dá mesmo jeito, com ou sem manta, pegar na bela caixa e ver chover, lá fora.
Oxalá haja tempo, sim, com o frio que está só de mantinha, a ouvir ronronar os gatos ;-)

03/12/2009

Get a Mix


Começa a azáfama, o frenesi das gentes pela rua a fora, cheias de sacos, de vontades, de listas, constantemente ao tlm na esperança de acertarem em cheio nos desejos dos outros. Lá vão elas, as gentes... por essas ruas (nem ouso falar dos medonhos corredores, a evitar, dos centros comerciais). Lá vão, seguríssimas de conseguirem A PRENDA, aquela que ninguém vai ter antes, e todos terão, afinal depois...
Refresquem-se, vem aí o Mundo Mix, verdadeiro bálsamo no meio do consumo.
Eu vou lá estar, Oxalá consiga, vale mesmo a pena.
LX Factory. 4, 5, 6 de Dezembro. 12h00- 22h00.

11/11/2009

Castanho-Laranja-Mel


Mesmo a calhar, o Outono e o fresco da manhã. As cores não se agrupam por acaso. Por estes dias só me apetece o castanho, o verde-terra, os tons da madeira, os tons quentes. O colar de hoje aquece-me a vista e o colo. Quando coloco os dedos sobre ele, devolve-me calor, que sensação mais aconchegante, agora que há por aí gripes e gente que tosse e não pára. Nestes dias de Magusto prolongado, sabe bem fazermos conjunto com o tempo, lá fora. Podemos sempre colocar um apontamento diferente, como aquela folha verde-persistente numa copa castanho-laranja integral. Ainda não me apetece o vermelho. Só o de ontem, que fez felizes os meus dois adeptos mais calorosos. Vermelho ainda não. Castanho, escuro, claro, alaranjado. Sândalo. Cores e cheiros que se combinam na perfeição. De repente, estou a lembrar-me de um sem número de possibilidades, de combinações para os meus artefactos. Não está fácil recuperar as minhas caixas de trabalho… tenho lá duas “caixinhas cheias de tesouros que perguntam por mim”, diariamente, às quais sou incapaz de virar costas, tal é o sorriso que me oferecem.
Vou voltar aos castanhos em força, castanhos diferentes. Com cheirinho a castanhas assadas que saem das mãos enfarruscadas dos vendedores – nada mais típico! Lá vou eu, rua Augusta a fora, luzes ao longe (só espero que não sejam néon, este ano. Fazem falta os tons quentes, os amarelos, os laranjas, dourados), botucha Mustang-mel, corsários em banda, malucha de pele das boas (oferta da mã), aquele sempre eterno lenço (seja Inverno ou Verão), casaco militar de pele-mel, pronta para sentir esse cheiro que só Lisboa tem no Outono.
Oxalá chova amanhã, e faça algum vento, caiam as folhas, amarelo-alaranjado, e rodopiem à nossa volta - a nossa “cereja em cima do bolo”, tal castanha no antes jornal, agora pacote. Esqueçamos o pacote, concentremo-nos nas quentinhas, a estalarem na brasa.

03/11/2009

Gostei DOIS


Mas quando não é o calçado, mas sim qualquer outra peça, nestes quatro elementos “assentavam que nem uma luva" estes aqui…
Mala big-franjas da Stefanel (5), brincos em prata da Pedra Lua (eu quero………….!) (6), Écharpe mesmo ao meu jeito Modalfa (outra vez estes?) (7). Algumas destas peças mesmo, mesmo a calhar com a bela da calça de ganga preferida, a que passamos a vida a tirar do armário. That’s all for today, folks.
Just hoping for some rainy day, tomorrow, just in time to get my boots!

Gostei UM


Às vezes é o meu calçado a ditar tudo o resto, às vezes apenas uma écharpe, às vezes nada mesmo, porque não me apetece pensar, simplesmente vestir e andar, que já se faz tarde. Bom, para já aqui ficam estes e estas: Flores na Lanidor (2), Sabrinas “leopardo” (3), Castanhas cano alto na Modalfa (Modalfa…?) (1) e bege-dourado, Tory Burch for net-à-porter (4).
Calçadozinho à medida!

28/10/2009

Reencontros e tacones en Alfama


Nada mais auspicioso. Noite quente de Outono, a primeira saída em 6 meses... e o reencontro com amigos lá longe. “É hoje que calço os meus sapatos todos giros, fivelita fina, salto alto! Ah, e aquele-vestido-preto-nunca-me-comprometo. Aqui vou eu, braço dado na companhia perfeita e muita ansiedade: vou reencontrar velhos amigos!”. Confiante saio para a rua, pela estrada fora nada de tão novo assim, “ok, os tacones são lejanos, mas eu aguento…” (digo eu que aguento porque ainda não tenho na planta do pé, nos gémeos, no peito do pé, no conjunto, o “peso” de 9+5 meses sem praticamente usar saltos). No carro vou maravilhosamente bem (apenas sinto uns joelhos um pouco mais colados ao queixo!). A primeira paragem é importante, vamos buscar os nossos amigos de longe, aqueles que vamos rever hoje, depois de quase 20 anos, Cristo! Depois do primeiro impacto, meio a medo, meio a querer gritar “saudades…!", é hora de pôr tudo em dia. De novo no carro, os meus pés lá vão, contentes da vida, “assim vai ser canja, sempre sentadinha, pezinhos no relax…". Avançamos por Lisboa, Santo António de Alfama espera-nos com entradinhas-maravilha. Carro estacionado, saímos de novo para a rua, “que bela noite, que calor…” – os pés lá se aguentam, bem firmes. “Talvez seja já ali…” – começo eu a ponderar. “Ora Alfama, Alfama… se bem me lembro, é um bairro assim, digamos, a subir… certo… certo?! Pois. Então… porquê querer provocar a sorte recorrendo a saltos passados largos meses de rasos, rasinhos? Hum? Saltos?! Saltos?! Tens cada ideia! Não te podias ter ficado apenas pelo vestido-preto-com-o-qual-nunca-me-comprometo? Oh, mulher… manias. Vá, concentra-te, estamos quase a chegar, não percas de vista a melhor companhia! Esplanada, Interior do restaurante, escadas…! Aguentem pés, a seguir estarão umas horitas em descanso. Uf, beijos dados e já estamos todos sentadinhos, thanks God. “Assim vale a pena vir de tacones!”. O gelo do reencontro com os nossos amigos quebra-se em... 2 segundos e passados 15 minutos já somos de novo muitos, discernimento a mais, discernimento a menos. As grandes lembranças passeiam-se pela mesa entre as entradinhas, os copos e os sorrisos. Há documentos que passam de mãos e comprovam a nossa rebeldia de então. Agora já só pensamos como será com os nossos filhos, daqui a nada…! Em quatro horas fazemos “aquele flash”, tanta coisa para dizer. Dos pés… nem sinal. E continuamos, com os fados vadios a percorrerem as ruelas de Alfama, e nós completamente absorvidos pelas vozes uns dos outros. Depois do quente dos inevitáveis cafés, olhamo-nos e já custa reconhecer a despedida. A mim, para além disso, esperam-me lá fora umas boas descidas, escadas incluídas e umas pedras lisinhas a pedirem queda. Caminhamos, devagar (eu por razões óbvias) e todos, se calhar, a pensar em querer ficar, só mais um bocadinho. O que há de diferente, e só isso, é um mundo de gente que espera por nós ainda hoje, e amanhã, esse novo mundo que não pára, haja tacones lejanos, sapatos rasos ou chinelos.
Oxalá chova amanhã, ou outro dia, mas que a chuva sempre deixe este sabor a lembranças, mesmo com pezinhos de molho, no dia seguinte.

21/10/2009

Quatro semanas, ok?!


Porque é que as calças teimam em estar justas?! Ok, girls, têm, vamos dizer… 4 semanas (assim dito parece bem mais do que apenas um mês…) para me servirem! É isso, ou mudam de rabos e pernas e etc. Vocês decidem, e já agora, tentem não gozar ainda mais o prato quando vêm sequinhas do estendal, porque aí o drama é bem maior, mesmo antes de vos dar aquela habitual coça de, “estica-à-força-porque-se-te-vestia-antes-vais-ter-de-entrar”!
38, é pedir muito? Não é 38,5, não é 38,7, não!!! É 38. Ok?! Quatro semanas!!! Não esquecer. É isso, ou faço-vos uma razia, dizimo-vos, numa fogueirinha das boas, e vou a correr a umas 20 lojas que já tenho em mente!
Oxalá chova amanhã e vocês se molhem todas e eu tenha de ir às compras mais cedo!